Mulheres em Diálogo: Reflexões no Dia Internacional da Mulher

Reitora da UFSCar participa de roda de conversa realizada pela FAI/UFSCar sobre o Dia Internacional da Mulher

Por Carla Augusta, Fabio Donadone e Pablo França

A FAI UFSCar promoveu, na última sexta-feira, 6, a roda de conversa “Mulheres em Diálogo: Reflexões no Dia Internacional da Mulher”, no Auditório Colmeea. A ação contou com a participação da Reitora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Ana Beatriz de Oliveira, e da Coordenadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV UFSCar), Sabrina Mazo D’Affonseca. A Vice-Reitora Maria de Jesus Dutra dos Reis e a Chefe de Gabinete da Reitoria, Lourdes de Souza Moraes, participaram como convidadas especiais, contribuindo com reflexões e relatos.

Durante a atividade, foram abordados temas como desigualdade de gênero, assédio moral e sexual, violência e discriminação contra as mulheres, além de experiências compartilhadas pelas convidadas. Todo o quadro de funcionários da Fundação foi incentivado a participar da roda de conversa como forma de ampliar o conhecimento e a sensibilização sobre essas questões.

Datado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher relembra conquistas históricas e reforça a luta contínua por direitos, igualdade e justiça. Ao longo da semana, a FAI UFSCar promoveu ações de comunicação interna com informações sobre a importância da data, além de uma campanha com depoimentos de colaboradores sobre mulheres que os inspiram, veiculada na TV corporativa da Fundação.

Para Sabrina Mazo, a participação dos homens na luta pela equidade de direitos também é fundamental: “a importância do papel do homem está justamente em tomar atitudes diferentes, não só de respeitar, mas também ter ações diferentes, ensinar os outros homens sobre formas de comportamento. Não rir, por exemplo, de uma piada machista ou quando a pessoa fizer um comentário negativo em relação a uma mulher, questionar o porquê: será que ele falaria a mesma coisa se fosse um homem?”.

Para o advogado Marcelo Damin, do Jurídico da FAI UFSCar, a participação dos homens no evento foi importante justamente para promover essa conscientização. “Como foi dito pela professora Sabrina, o momento mais sensível para ocorrer o feminicídio, acontece quando a mulher ameaça se separar. Mas a mulher tem o direito de se separar, assim como o homem. Nós não podemos aceitar uma sociedade que enxerga dessa forma uma mulher que simplesmente quer exercer um direito”, ressalta.

Vale reforçar que, em casos de violência física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial, as denúncias devem ser feitas pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo 180 – Central de Atendimento à Mulher, um canal gratuito que funciona 24 horas por dia e pode ser utilizado pela vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação, inclusive de forma anônima.

No encontro, a Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, ressaltou que, embora ainda existam muitos desafios, é fundamental reconhecer e celebrar as conquistas alcançadas pelas mulheres ao longo da história: “a FAI foi muito feliz de abordar a questão da violência contra a mulher e da equidade de gênero. Muitas vezes a gente celebra o feminino e esquece que é um dia de luta por direitos, então colocar todas essas questões na mesa e ter aqui a presença de homens e de mulheres foi muito importante”. Para a reitora, a discussão não se encerra em palestras ou em eventos pontuais, é preciso mais: “é importante a discussão sair desses espaços, transbordar, e podermos falar sobre isso com nossos companheiros, companheiras, com a família, as vezes alertar alguma colega que esteja passando por relacionamento abusivo ou que presencia uma situação de violência e não consegue reconhecer. A educação não se limita ao espaço formativo, a gente se educa todos os dias a partir das relações que temos”.