Reitoria inaugura o Espaço de Acolhimento Silmara Capovilla

Cerimônia homenageia a servidora e sua atuação na UFSCar

Na última quinta-feira, 12 de março, a Reitoria da UFSCar inaugurou o Espaço de Acolhimento Silmara Capovilla, uma homenagem feita à memória da servidora, falecida em 2024. A sala é localizada no Anexo da Reitoria e será utilizada como Espaço de Acolhimento para receber e acolher pessoas que necessitam ser ouvidas e orientadas. Estiveram presentes na cerimônia a Vice-Reitora da UFSCar, Maria de Jesus Dutra dos Reis, a Pró-Reitoria Adjunta de Assuntos Comunitários e Estudantis, Gisele Zutin Castelani, a Coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFSCar (SINTUFSCar), Vânia Helena Gonçalves e a mãe de Silmara, Sandra Luzia de Oliveira.

Silmara atuou na Biblioteca Comunitária (BCo), foi diretora do SINTUFSCar, pesquisadora do Observatório Mulheres e, até o seu falecimento, a servidora foi Ouvidora da UFSCar. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu ações importantes de combate à violência, às opressões e à desigualdade de gênero. Sua presença foi essencial na construção de espaços de escuta e participação na comunidade universitária.

Para a Vice-Reitora da UFSCar, Maria de Jesus Dutra dos Reis, o Espaço de Acolhimento é um ambiente para celebrar a trajetória de Silmara. “Hoje, mais do que viver o luto, queremos que esta sala seja um espaço para celebrar a vida. A vida de Silmara transformou muitas pessoas e continuará inspirando muito além do tempo em que esteve entre nós. Sua trajetória teve sentido, teve propósito. Este espaço é como um abraço coletivo de amigos, uma forma de elaborar a despedida e, ao mesmo tempo, marcar que ela deixou uma herança e uma história construída em vida que permanecerá presente e jamais será esquecida” destacou a gestora.

A luta de Capovilla pela defesa das mulheres foi destacada por Vânia, Coordenadora Geral do SINTUFSCar. “Desde de que conheci Silmara, ela se mostrou uma defensora incansável contra todo tipo de opressão. Mas sua trajetória de vida e o fato de ser mulher, deram ainda mais força ao seu compromisso em criar espaços de acolhimento e apoio às mulheres. Este espaço foi construído em sua memória, com carinho, para que o legado que ela deixou na UFSCar continue vivo. Que seja, de fato, um lugar de apoio às mulheres que precisam, e que possamos multiplicar iniciativas como esta. Que sua luta permaneça conosco e seja sempre levada adiante”, afirmou a sindicalista.

Gisele Zutin, Pró-Reitora Adjunta de Assuntos Comunitários e Estudantis, lembrou de Silmara como uma grande amiga, confidente, parceira de pesquisa, de militância e de vida. A gestora reforçou que a ideia de criar uma sala de acolhimento lilás era de Silmara. “Voltávamos do almoço quando ela disse que queria construir uma salinha lilás, de acolhimento para as pessoas. Eu a incentivei a seguir com essa ideia e hoje a sala está aqui”, afirmou a servidora. Zutin também apontou a importância de reconhecer Silmara não apenas por sua atuação política, mas também por sua alegria, que se espalhava por todos os lugares em que ela estava presente.

A mãe de Silmara, Sandra Luzia de Oliveira, que esteve na inauguração acompanhada da irmã de Silmara, agradeceu o carinho que sua filha recebeu em todos os anos de contribuição à Universidade e que continua recebendo. “Eu gostaria de agradecer a todos e a todas pelo acolhimento da minha menina", declarou a mãe.

O novo espaço vai além de um gesto simbólico em memória à servidora, é uma forma de garantir a convivência na comunidade universitária. Como era costumeiramente dito por Capovilla, “A universidade já garantiu o acesso, está garantindo a permanência e agora precisa garantir a convivência”. Esta é a frase grafada na placa de inauguração do Espaço de Acolhimento Silmara Capovilla.